A Menina do Nariz Vermelho


Em um sábado ensolarado

Acabei de chegar da prova da UFRJ. Da primeira, porque amanhã tem mais. Enquanto eu vinha andando pela rua viajando completamente no mundo da imaginação, me veio um sentimento conhecido que eu cheguei a descrever no post  do dia  oito de dezempbro de 2008, quando a gente ainda morava no uol blog. Gente, essa coisa que eu acabei de fazer e que vai decidir não só a minha vida como a de milhares de outras pessoas é uma prova! Uma prova normal! E não é nem mesmo a prova mais difícil que eu já fiz na vida.

E lá ia eu andando, feliz e contente com mil e uma coisas na minha cabeça de vento. Minhas pernas adestradas já aprenderam o caminho de casa e eu tava andando tão automaticamente que eu nem sentia, só me preocupando em procurar as sombras e sentir o vento que vinha devagar aliviar o calor. Isso ia se seguindo quando passou por mim um garoto. Ele tinha, se muito, a minha idade, e andava no sol feliz da vida de preto desde o boné até o tênis, passando por bermuda, camisa e munhequeira. Nesse momento eu tive que admitir que aquele menino era muito parecido com o que eu já fui (só que numa versão masculina). Estava lá ele, com a pose de pessoa revoltada com o mundo, sendo que o mundo nunca fez nada pra ele. Eu fiquei pensando pra que servia aquilo tudo, tentando mostrar ao mundo que você não liga pro que ele pensa, sendo que aquilo mesmo era a maior prova de que liga sim, porque se não ligasse não ia tá vestido daquele jeito embaixo do sol escaldante do Rio de Janeiro, provavelmente quase desidratando de tanto calor. Aí eu ri, talvez não por fora, mas por dentro.

Quando eu mudei desde o momento que eu pus os pézinhos nesse mundo. Quem que tenha me conhecido por volta da oitava série ia reconhecer aquele ser de blusa branca com debrum colorido, bolsa de palha que comprou em Rio das Ostras pra ir à praia, mas agora usa pra tudo, e um sapato de uma cor que faz parecer até que tá andando descalça? O mundo gira, as pessoas crescem, por dentro eu ainda sou a mesma, mas os jeitos de mostrar isso mudaram.


Primeira parada: Paris!

Infelizmente, desde que escrevi o primeiro texto do ano ontem a noite não consegui ler um livro inteiro. Apesar disso, a sede de tirar o atraso na escrita era tanta que eu pensei que não teria problema falar de algo que eu li não tão recentemente. Pra falar a verdade não tenho certeza de quando eu li, pode ter sido esse ano ou ano passado, mas isso também não vem ao caso.

Eu levei um tempo maior do que o normal (pra mim) pra ler A elegância do ouriço. Isso porque ele é grande parte sobre filosofia, e nesses textos mais complexos eu preciso de tempo pra pensar entre uma leitura e outra. Quem me indicou foi uma amiga, por duas razões: primeiro poque a mãe dela tava lendo e, como ela me conhece bem, imaginou que eu fosse gostar; segundo porque uma das personagens princiapais (que são duas) tem o meu nome.

Saindo disso, vamos ao livro em si. Como o título do post sugere (sutil, hein), a história se passa em Paris, mais precisamente em um prédio de luxo da capita francesa, e é contada por dois lados: o da concierge (uma espécie de porteira) Renée, que se faz de burra e a qual ninguém – ou melhor, quase ninguém – parece notar; e o da Paloma, uma menina que mora no prédio no meio de uma família que não consegue entendê-la. Grande parte do livro é dedicada a pensamentos individuais delas duas, até que em um belo momento elas de juntam de um jeito inesperado em uma amizade que tampouco se podia esperar. No meio disso tem um senhor japonês que parece ser a única cabeça pensante do livro (tirando as duas) e um gato gordo chamado Leon, se não me engano.

Quando se pega o embalo, apesar do rítmo meio arrastado do livro, é uma estória muito bonita. E então no auge, o livro acaba com rios de lágrimas minhas no meio da madrugada, mas o final em si não conto pra não estragar (mais) a leitura de quem se interessar. Pra quem se interessa por filosofia, é uma ótima pedida. E agora só pesso que me avisem do nível do estrago que eu fiz em conseguiu chegar até o final do texto na minha primeira (e dependendo das opiniões, última) tentativa de dar o meu parecer sob algo tão complexo como um livro (que não é coisa que se brinque).


Ano novo, vida nova!

Esse ano, mais do que nenhum outro, essa expressão é verdadeira. Mas não é de passado que eu vim falar, mesmo porque dele eu já falei o suficiente. Esse ano é novo em folha e merece que eu me preocupe mais com o presente e o futuro. Como de costume, ano novo trás também promessas novas pra (não) serem cumpridas. Quero entrar para a academia, ler todos os milhares de livros que estão na mnha estante para serem lidor, começar as aulas de dança, dar o primeiro passo nos 1001 filmes para ver antes de morrer. Deve ter ainda várias coisas que eu esqueci, mas isso também não vem ao caso.

Esse ano eu estarei mais presente (se tudo der cert0) e vou tentar dividir isso com vocês. Não creio que já tenha postado resenha de livro ou filme aqui, pelo menos que eu me lembre. Mas não se enganem, não vão ser resenhas de verdade nem vão ser reveladoras, vão ser só minhas opiniões amadoras e eu sinceramente perdôo do fundo do meu coração quem não tiver saco para acompanhar. Será algo no estilo Julie&Julia, só que um pouco mais variado e sem praso definido.

Amanhã começa de verdade o ano, e também a nossa maratona. Desejem-me sorte e boa noite pra vocês! Feliz 2010.

Ah, sim. Pra quem se interessar, agora também posso ser encontrada no Skoob e no Formspring. Não se esqueçam do twitter.